Fevereiro 2017 - B. Saphy, by Divana Barbosa

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Um novo jeito de pensar

fevereiro 15, 2017
Um novo jeito de pensar

Estive pensando, por esses dias, qual é o meu objetivo por aqui. E não é porque estou insatisfeita com o blog. De maneira nenhuma! Estou muito feliz com os resultados que tenho alcançado e pelas pessoas que tenho conhecido também!

Não sei se percebeu, mas tem uma leva de textos aqui, todos um tanto recentes de acordo com a minha frequência de postagens, que dizem muito sobre escrever o que gosta, o que te inspira e como se as pessoas não te conhecessem para ser o mais verdadeiro possível. E é isso que eu tenho tentado passar: eu.

Eu tenho meus 20 e poucos anos, com muitas fases de alegria, energia, desespero e solidão, como qualquer outra pessoa. E tenho procurado passar para quem lê o que estou sentindo no momento. Quero tornar a mensagem mais verdadeira.

Conheço pessoas que transbordam sentimentos nos seus textos. E não porque as vi pessoalmente. Não, eu as vi pelo que escrevem, e me fazem pensar todos os dias sobre conseguir passar um pouco de mim por aquilo que eu faço no dia a dia.

Às vezes você pode pensar como é perigoso se tornar tão transparente hoje, mostrando o que sente e o que emociona. Em como as pessoas podem se aproveitar disso e não deixarem as oportunidades virem até você, pegando-as para si.

Eu não me importo tanto com isso. Acredito que nesse mundão cada dia mais superficial, é de um pouco de generosidade, honestidade, de transparência que as pessoas precisam. E não é viver nas redes sociais mostrando a sua opinião sobre as coisas (até porque de tanto que se tem ninguém está ligando mais)! É de mostrar aqui, nessa página de um blog pequeno na internet, o que te faz feliz e compartilhar da sua alegria para que todos, um dia, leiam e, talvez, se identifiquem.

Então, o estrago estará feito e um monte de pontinhos de luz podem surgir em uma rua qualquer, trazendo mais esperança, amor e transparência para o que realmente importa.

Mil beijos, corações, e queijos também.  



"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens."Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.
E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.
Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".
Mateus 5:13-16 | Matthew 5:13-16

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Marina, Carlos Ruiz Zafón

fevereiro 09, 2017
Marina, Carlos Ruiz Zafón

Oscar é um menino que mora em um internato. Não por ser órfão, mas porque seus pais vivem viajando e não conseguem dar a devida atenção a ele.

Apesar de viver nesse lugar, ele somente tinha as obrigações da escola e podia sair e andar pela cidade, que é Barcelona. Por ser bem curioso, entrava em casarões abandonados e ruas vazias. E foi assim que conheceu Marina, a menina que mudou de forma dramática a maneira que ele via o mundo.

Assim que ele e Marina se tornam amigos, eles vão a um cemitério esperando uma dama misteriosa de preto chegar em sua carruagem. Ela visita um túmulo que possui uma borboleta negra como identificação. Resolvem segui-la e param em um lugar escondido por um jardim que a muito não é cuidado. Pelo jeito ninguém morava lá.

Eles entram e encontram um lugar completamente diferente. Existem partes humanas O-O, bonecos em tamanho real, pendurados em todo o lugar e, além disso, um álbum bem estranho, com pessoas nascidas com má-formação. Depois disso, tudo vira uma aventura de terror.

É realmente de terror, gente. Esses bonecos são mais sinistros depois que se sabe a história toda.

Quando você lê os primeiros três capítulos, mais ou menos, você não imagina o que está para vir e começa a xingar os dois pra sair de onde entram rapidinho, porque você sabe que não vai acabar bem. E quase nada acaba bem mesmo! É terrível. Deu uma agonia enquanto lia, uma aflição por estar se colocando ao lado das crianças...

Li de uma tacada só esse livro. Lembro que fui dormir por volta das 2, 3 horas da manhã, sendo que iniciava a leitura 20h, 21h.

Alerta de spoiler bem fraco no próximo parágrafo. Pode pular para o último.

Antes de finalizar isso aqui, quero dizer que esse livro me lembrou muito um filme de bonecos assassinos que vi uma vez quando era criança. Aqueles bonecos de madeira com várias cordas pendentes pra você mexer, dar os movimentos, inclusive a boca. Apavorei nesse livro. Os pesadelos da infância até voltaram um pouco.

Pois é, cheguei a sonhar com esse livro. E não é por menos que eu amo a escrita do Zafón. No início você não dá nada, mas depois você está subindo no sofá de pavor.

Beijooos!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Crie como se ninguém te conhecesse

fevereiro 01, 2017
Crie como se ninguém te conhecesse

Às vezes, eu desejo que tivesse começado a bloggar anonimamente. Assim, eu não teria que me preocupar em desapontar nenhum dos meus amigos ou ofender minha madrasta com minhas palavras. Talvez eu não me preocuparia com o que minha filha pensará de mim daqui a 10 anos quando ela começar a ler as coisas do papai online. Então, talvez, eu não me preocuparia sobre os grandes saltos que faço no que escrevo, como se importasse...

Mas agora, existe um tanto de mim que está no início e no fim desse post e que mostra – este sou eu. Grande como é, é também um pedaço da minha inibição, não?

Se você lê muito meus textos, você se sente como se me conhecesse. E, como se conhecesse todos, você não quer de verdade ser um tanto diferente amanhã do que sou hoje, se eu te influenciar a esse ponto. Porque isso seria desconfortável. Eu posso mudar o panorama em você e coisas começam a ser assustadoras quando isso acontece.

Se você esteve escrevendo online por um tempo, você provavelmente se sentiu com esse sentimento de constrição criativa. Talvez pessoas tem te visto como o galã que escreve sobre design de interior – você é o design interior – mas, por qualquer razão, você que começar a escrever imbecilidades (Divana: não se ofenda, please).

É uma mudança difícil. Talvez arruíne a sua reputação que tem meticulosamente construído com sua audiência. Talvez eles te odeiem por isso. Talvez eles deixem de te seguir, subscrevam-se da sua lista de e-mail, parem de te contratar, e te deixem faminto na rua.

Ou, talvez você possa fazer isso. Talvez você deva ignorar essa linha debaixo do seu post e ir na direção da criatividade que têm ignorado. Talvez seus leitores vão gostar disso. Talvez eles estão ficando entediados de tanto ler sobre design de interiores... De novo.
Talvez você deva criar como se ninguém te conhecesse.
Sei que parece um tanto seguro esperar por alguém para te dar o “vá em frente” e fazer a mudança, mas talvez você deva apenas seguir seu pressentimento e ser independente.


É segura, essa mudança? Não. Mas quais escolhas assim funcionam?

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Créditos: © 2017 Higher ThoughtsOriginal: Create like no one knows your name by Jonas Ellison - Publicado em 16 de Março de 2016. Tradução: Divana Barbosa © 2017 Anavid. Todos os direitos reservados.
Você pode reproduzir este material em qualquer formato desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


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Oi gente linda!!! Eu gostei muito desse texto e ele me fez pensar nas outras coisas que eu gosto também e que eu ainda não coloquei aqui... Então, pensei, por que não?

Eu sou assim, do jeitinho que veem nos textos mesmo, mas também gosto de outras coisas que podem parecer que não combinam entre si, mas faz parte de mim de uma maneira, bem, muito legal, hahaha.

Abraços e fiquem com Deus! <3
Imagem: Unsplash | Olliss