A Menina Submersa, Caitlín R. Kiernan

Pense em um livro que te transporta literalmente para uma outra realidade. Uma realidade que é normal para oura pessoa que, bem, talvez você conheça mas que não faz a mínima ideia da batalha que ela luta todos os dias.

Foi exatamente essa a impressão que eu tive ao ler A Menina Submersa e saber muito mais do que se passa dentro da cabeça de uma pessoa dada como louca pela sociedade, além dela também ser sucessora de duas mulheres também diagnosticadas como esquizofrênicas.

A diferença é que India Morgan teve o seu futuro totalmente diferente de sua mãe Rosemary, que morreu em um hospital psiquiátrico e que sua avó Caroline, que faleceu em casa.
Essa é mais uma característica dos fantasmas, uma característica muito importante: você tem de tomar cuidado porque assombrações são contagiosas. Assombrações são memes, em particular, transmissões de ideias perniciosas, doenças contagiosas sociais que não precisam de hospedeiro viral nem bacteriano e são transmitidas de milhares de modos diferentes.
Como não leio premissas de livros, leia-se resumos, não fazia muita ideia do que esperar sobre esse romance/thriller. Descobri logo no início que o título veio de uma pintura que mexeu muito com a protagonista aos 11 anos e que diversas obras da literatura e da arte ajudaram a moldar a mente dela em todas as coisas que ela faz no dia a dia. O mais interessante ainda é que nós somos apresentados a todas essas artes. Livros, quadros, figuras, contos, aromas, sentidos. Tudo é usado para tentar nos aproximar mais de Imp e das suas sensações nos diversos fatos diferentes apresentados durante a narrativa.

Não é um livro fácil de ler e de entender, principalmente depois que Imp conhece Abalyn e Eva. Sério, as coisas ficam bem difíceis, a absorção é mais demorada e você não consegue explicar bem com palavras.

E podemos pensar em algumas coisas... O que fazemos é feito pensado nas pessoas ou nem sequer imaginamos o que pode influenciar nas ações delas? Leia o trecho abaixo e descubra porque coloquei isso:
Um livro. Um meme pernicioso que criou uma assombração, um tipo de ponto focal para pessoas que não querem mais viver. Da mesma forma que com Philip George Saltonstall e A Menina Submersa, acho difícil acreditar que Matsumoto queria fazer mal a alguém. Duvido que ele tenha conscientemente despertado a assombração do Mar de Árvores. Mas as intenções entram nisso? A de Saltonstall ou de Albert Perrault? Eles são inocentes ou nós os consideramos responsáveis?
O Mar de Árvores ao qual Imp se refere é à floresta no Japão que muitas pessoas vão para se suicidar por diversos motivos.

É um livro completamente diferente de tudo o que já li. Uma parte biográfica da vida de Imp, especificamente de uma parte bem difícil da vida dela. E foi bem difícil para mim também.

Não é um livro feito para qualquer tipo de leitor. Você vai querer parar de ler logo no início por ter muitas referências, pode parar no meio porque as coisas começam a ficar confusas, bem perto do fim também porque vai presenciar momentos de crise intensa. Se passar por todos esses fatos e mesmo assim ir até a última página, vai ter tirado tantas lições que são impossíveis de serem ignoradas.

Leia A Menina Submersa, de Caitlín R. Kiernan.



Original: The Drowning Girl
Páginas: 320 com capa brochura ou dura
Autora: Caitlín R. Kiernan

Link: Amazon
Estante: Skoob - Goodreads




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